Passaram-se 20 anos desde o alvorecer da arte do restauro no ateliê, dezenas de imagens religiosas pertencentes a Igreja Católica, ou a acervos particulares, recuperaram sua beleza, frescor e vida. O restaurador em sua incessante busca pelo saber, pesquisou e se aprimorou em técnicas e materiais, além de estudar teologia e filosofia para que o restauro ganhasse uma aura especial, sob a mística católica sob a qual as imagens vêm revestidas.

Como pesquisador estuda criteriosamente documentos e registros, busca a história da peça, sua origem, e aproxima o resultado do que foi a obra em nascedouro.

Não raras vezes, sob camadas de tinta, emergem elementos dantes perdidos, são adornos, cores de bela carnação, e sobejo volume oculto muitas vezes por massas e colas aplicadas as obras em dezenas, ou centenas de anos.

Restaurador José Augusto Novas Montando a cruz do restauro da capela barroca no Ateliêaugsuto

Os teológicos estudos, primordiais para a plena compreensão dos temas retratados, levaram a descobertas que ultrapassam, muitas vezes, as diminutas dimensões das peças restauradas, levando cada trabalho a tornar-se referência como arte, e inesquecível como elemento primordial nas páginas da história do ateliê, da qual para sempre fará parte, uma vez que por conta de sua estadia – muitas vezes breve – deixou indeléveis marcas em sua contribuição à pesquisa, ao saber, e a práxis nesse espaço atemporal de memória e conhecimento.

O artista em cada fase ligou a elaboração das obras a pesquisas acadêmicas que o levaram a sua ampla formação universitária, e com esse conhecimento amealhado nas diversas áreas, cujo cerne em pesquisas confere valor e forte representatividade, que o impacto no relacionamento entre empresas e sua comunidade interliga os colaboradores internos com seus clientes e amigos, e faz das coleções do ateliê um investimento seguro e visível, atual e atuante na comunidade.